Crise Financeira - Introdução

A crise financeira actual é considerada como a pior crise desde a Grande Depressão de 1929. A crise causou injecções de sumas astronómicas nos EUA e no Resto do Mundo para evitar o agravamento da situação já complicada. Os Estados interferiram fortemente através de políticas monetárias, regulamentação e através de outras formas. No entanto ainda existem riscos de agravamento da situação nos futuros anos. Este período económico foi referido como a "Grande Recessão", no entanto essa expressão foi utilizada para a descrição de todas as recessões de décadas anteriores.
A explosão da bolha imobiliária americana em 2006 fez com que o valor dos títulos financeiros (securities) cujo valor está ligado à hipotecas desvalorizar drasticamente. Essa desvalorização causou bancos, investidores institucionais e mesmo países perder uma parte significativa dos seus investimentos, o que prejudicou seriamente a Economia Mundial. Poucos anos depois do rebentar da bolha imobiliária americana, juntamente com os resultados dos distúrbios financeiros passados (como a crise dos Saving & Loans e a bolha dos dot.com) a economia Norte Americana (logo a Mundial) abateu-se com problemas como a insolvência bancária, redução do crédito e da confiança.
Os governos (especialmente o governo Norte Americano desde o Reagon até ao último Bush) foram culpados pela regulamentação fraca; enquanto as agências de rating (Norte Americanas) foram culpadas por não conseguir avaliar correctamente os riscos que advinham de títulos financeiros ligados ao crédito, e especialmente às hipotecas.
No entanto, ao contrário do que aconteceu na Grande Depressão, os governos pelo Mundo inteiro tomaram participação activa para resolver a crise, o que resultou em estímulos fiscais, políticas monetárias favoráveis a expansão da actividade económica (políticas de aquecimento económico) e várias injecções de capital nos mercados (em inglês: bailout). Estas medidas quase imediatas, permitiram que a crise financeira não afecta-se tão pesadamente as famílias e cidadãos comuns. Um dos exemplos mais ilustrativos da participação governamental foi a injecção de $2,5 triliões (no sistema de contagem americano) no mercado americano para a compra da dívida dos EUA e lixo tóxico dos bancos.

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